sábado, 9 de outubro de 2010

NADA ME DEU TESAO
NADA ME FEZ SOFRER
NADA ME EMPURROU
NADA ME ENRIQUECEU
MAS AINDA NESSE ESTADO DE NADAS FRUSTRANTES
ESPERO COM CALMA
O SABOR
DO AMANHA,
QUE ME TRARA O BEIJO,O
SEU BEIJO
SUA FALA,
COM CERTEZA

ACORDAREI

o segredo esta' no corpo
o corpo e' uma linguagem,ja' que nao e' materia,ou e' materia errante
que finda
a linguagem e' ex-sistente,pois ja' perdeu seu significante,e ja' faz parte de outro
significante,que por si,
nao significa mais nada alem do vazio
como o corpo e' vazio
e' linguagem,
que tal

um sorvete gelado,ou um cha',um vinho,uma cerva,um espumante
que vai derreter o corpo
que nao e' corpo
e' nada

José Mario Ramos

quando me perguntam o que sou,respondo
nao sou escritor
sou um contador de historias
e por ai nao me prendo a um rotulo,que nao me permite ser outra coisa qualquer,um barbeiro,um filosofo,um pensador,um qualquer coisa que posso desejar ser ao longo da minha vida,nao me limito
se me intitulo,fico preso
se espero,fico livre
Ze Mario Ramos
inspirado em leituras de Isak Dinesen(1885/1963)

se eu tivesse de maca
ou mesmo de cama
em transito para uma certa sala clara, com lampadas escuras
pediria a deus
me leva de volta pro mar
pra arvore
pro que me tira da cama
e me faz perceber que a cada amanhecer
mais amo
o cheiro gostoso de viver,
do despertar
sair ,viver, amar, nao recusar nada
sofrer de dar,nao de dor
dor nas costas de amar
de amor

José Mario Ramos

nos versos dos versos quentes
de frio
engenharia do tempo,
que vc ve
ve nublado quente
alguem te inspira
cade ele
cade ela


José Mario Ramos

no final do corredor de marmore tinha um quadro
ninguem percebeu
era a natureza,ali,calada
falando,pedindo,clamando
em silencio
vem ser feliz mais um momento
vem escutar os passaros
em suas cantaroladas
mas sera' que tem jeito?
perguntavam aqueles moribundos vivos
corredores nao escutam
quadros falam,
pedindo respostas,so' que ele ja' nao ouvia
nem mais sentia
era tarde
ele morria

José Mario Ramos